Quizás Quizás Quizás...
E quando de espanto renasce o gosto por tudo o que era sagrado e agora já não faz diferença. É quando nos deparamos com nossas próprias construções no tempo e espaço e descobrimos o quanto podemos nos reinventar durante essa passagem à qual chamamos vida. Se chocar com suas próprias palavras é algo sublime, tentador e enfeitiçante. É como recobrar a consciência após anos de imersão na obscuridade.
Abençoadas sejam as palavras e os escritores que orquestram suas narrativas, suas poesias, melhor do que fazem com suas vidas.
Bom dia meus queridíssimos leitores e apreciadores. deixo um beijo em cada um de vocês.
bisous
segunda-feira 12 de
abril de 2010.
Sua delicadeza foi
diminuindo, e sua personalidade mudando.
As pessoas mudam, ela
descobriu quando não se agradava mais.
Ela decidiu que não ia
mais se vestir como meninos,
Por mais que odiasse e
hesitasse ela agora queria mostrar as curvas,
A primeira vez que se
vestiu com delicadeza descobriu-se uma garota,
E com isso vieram os
elogios, e foi só então que ela entendeu...
Ninguém a via como ela
imaginava ser, ela era apenas bonitinha,
Mas agora não mais.
Tudo mudou e por mais que relutasse, mudava.
Mudou o corpo, depois
as roupas e por último o cabelo.
Esse foi aos poucos,
bem aos poucos pra não sentir a diferença.
E então quando da
última vez que decidiu não pintar mais o cabelo de roxo,
Foi porque seu reflexo
no espelho não era mais o reflexo de sua alma.
Ela insistiu na
personalidade nos gostos pela leitura e sentiu-se desalmada,
Quando de repente não
sentiu vontade de devorar mais um livro de Paulo coelho.
Ela nunca associava
essa mudança ao seu crescimento espiritual,
Mas sempre às mudanças
circunstanciais, àquelas que ela não dominava.
E que
inconscientemente ela provocava através de suas vontades.
E agora era esse
desejo, esse desejo que nunca se realizava.
Que ela nunca
desabrochara o qual seus dedos se recusavam a escrever.
Mas ela sabe que virá,
e também espera que neste dia esteja pronta.
Pronta pra enfrentar e
lutar como muitos fazem e fizeram outrora.
E seu maior medo é
descobrir que esteve errada quando acreditou acertar.
E seu melhor apego era
com sua crença em sua existência e na sua unicidade.
A fé em DEUS e em sua
pré-destinação que sempre a fez chegar aos extremos.
E nunca a fez desistir
mesmo quando todos conspiravam pra que isso acontecesse.
E tudo e nada até a
preocupação com as rimas desapareciam, quando ouvia música.
A magia de sua vida, o
seu com toda certeza elixir, a sua magia, a sua melhor amiga.
E ela gritava,
desaguava, e sentia tudo, tudo o que era possível e chorava.
Ela sempre terminava
seus poemas assim, já sem vontade de terminá-los.
E sem a criatividade e
empenho do começo, é como se soubesse que ninguém nunca chegou a ler o seu
final.
De sua JUH............