sábado, 31 de maio de 2014



Bonsoir mes amis.
O poema de hoje não é nada mais do que todos já sabemos, mas é mais do que a maioria consegue viver durante cem anos.
Não acorde com tudo o que vou dizer, apenas deixe que o ritmo dos versos embale você.
Deleite-se no que ainda há de belo, no que ainda não é comércio, no que ainda flui da pele serena de uma juventude insana.
bisous


quantos poetas colecionarei ao longo dessa vida?
Espero ser o mesmo número de versos de minhas poesias.

De todos os discursos desinteressantes, o seu é
sem sombra de dúvidas o mais intragável.
O menos deleitável para as mais simples almas.
e o mais aplaudido por retratos esquálidos e enterrados.

Não me venha com versos desonestos, sem a magia.
Não queira transformar a poesia na sua insignificante vida.

A poesia tem que vir da alma,
A poesia tem que vir do coração.
A poesia não tem que ser problema.
A poesia nunca será a solução.

Como diz o artista que tanto amo:
Não se faz poesia deveras,
sem ter antes sofrido danos.

A poesia está sem graça,
porque sem graça também está o ser humano.

Século XXI, o século de todos os santos.

de sua Juh...


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Bonjour.
Um poema para aqueles que ainda leem, para as almas que não vivem sem a beleza do canto.
Um ótimo fim se semana sem esquecimentos.
Bisous leitores queridos e amigos.

pOESIA pra quÊ?

Não desminta os meus ritmos,
Se eu não sinto, nada sinto!
Se eu não canto, algo eu canto.
Nem todo verso será o meu.
Nem todo refrão trará a paz.
A sexta-feira não foi feita pra poesia.
Mas quem se importa com os signos.
Todos queremos a maçã por um dia.
Saia desta pronominalização
Inverta seus sentimentos
Troque-os por alguns reais.
Deixe o cansaço das vidas pra lá
Se deixe, se jogue na vontade de ser
Dramatize, manipule seus jogos
E volte pro mesmo canto do começo.
O mundo é desgastante amor.

De sua JUH.... 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Bonjour mes amis. 
Sejam bem vindos queridos leitores para uma leitura descomprometida e regada de amarelo pela luz outonal.
Esse poema nasceu de uma implosão de sentimentos que são como um prisma de luz em mim.
Espero que o compreendam, não como o escrevi, mas como deve ser sentido por cada um que o ler.
Experimentem como se fosse a vida de vocês impresso em cada verso, em cada palavra que recebo todos os dias quando penso e sinto tanto amor de vocês.
Bisous.

Dia 08 de maio de 2014. quinta-feira. Outono...

E que venham as refrações da vida, 
em todas em minhas células.
Invadindo meus poros com seus anos-luz.
Que transbordem o meu corpo e liberem a minha alma,
Que de tanto sentir explode mil vezes à cada dia.
Ressignificando a ordem de meus sonhos,
Trasportando-me de ideias mínguas e mesquinhas
ao grande movimento do universo e do meu ser.

Que invadam a minha mente e me descubram
livrarias inteiras cobertas de espíritos astutos.
Que o mapa do meu itinerário nunca se revele aos meus olhos,
que a cada amanhecer seja uma surpresa.
Assim como fomos um dia eu e você

Venha o sangramento da Lua, 
A queda das mil estrelas.
Que venham todos os anjos me abraçar
Só pra dizer o quanto o novo mora em mim.
Pra que eu assuma de vez essa natureza selvagem
que imprime em meu DNA, a vontade de ser outra.
O desejo incessante de ser todas as musas,
todas as deusas, todas as mulheres que habitam em mim.

Que renasça todos os dias nesse novo círculo solar
a certeza inquestionável de que você é todo o mar.
Todas as sereias dormem em suas pálpebras,
todas as ninfas suspiram em suas lágrimas.
Acalme seu coração minha doce criança.
Sinta a luz do outono desta vez, porque o outono é tua casa.
Deixe as ameixas secarem na fruteira.
Deixe as flores murcharem numa lareira.
Volte para o seu sono profundo de alusão.
e deixe comigo as rédeas de sua emancipação.

De sua Juh...