O Rio de janeiro é onda que atravessa o peito,
mexe com nossos sentimentos e nos deixa de quatro
em um quarto que não comporta a força que os
nossos corpos fazem quando começam a(mar).
O rio que atravessa o meu corpo não é o mesmo
que me fez ultrapassar as barreiras do meu medo
só para te encontrar em uma noite atípica e fria
que não combinava com o calor que saía dos
nossos corpos entrelaçados num samba de bar.
O Rio que eu conheci através dos seus olhos negros
não é o mesmo de outrora, agora ele tem outra cara
e um sabor que me faz salivar.
O rio que escorre entre minhas pernas se tornou
cachoeira quando conheceu a força da sua pele preta
me fazendo gozar.
O Rio não é para brincadeira,
ele te convence de toda maneira que você deve ficar,
seja pelas montanhas emoldurando o céu,
pelo mar lavando nossos pecados, ou
por sua gente que não mede esforços para nos envolver em seus braços.
Juliana S. Müller
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